Apoio à Internacionalização
Portugal tem poucas empresas e marcas universalmente conhecidas. Existem alguns produtos portugueses de renome verdadeiramente universal, mas que não possuem efetivo domínio dos seus mercados.
Como consequência da Globalização, que facilitou o rápido acesso a produtos concorrenciais de todo planeta, e colocadas perante a reduzida dimensão do mercado nacional, as empresas portuguesas para sobreviverem, vêem-se obrigadas a adotar atitudes e estratégias que lhes possibilitem competir com o resto do mundo.
Está-se a verificar uma transformação profunda na economia portuguesa. A nossa integração económica com o resto do mundo, que no século passado se restringia ao comércio externo, abarca hoje um vasto conjunto de setores e não se limita aos maiores grupos económicos.
A internacionalização é uma aventura arriscada que consome recursos financeiros e humanos que são sempre escassos. Por isso, não deve ser empreendida como resposta a eventual insucesso no mercado doméstico, mas servir de projeção das vantagens conseguidas no mercado interno ou noutros mercados através das exportações.
Verifica-se também uma outra modificação na economia portuguesa – a inovação começa a estar presente e estamos a aumentar os níveis de I&D nas nossas empresas.
Os empresários vão-se aventurando em novos mercados e à medida que a experiência das empresas, individual ou coletiva vai aumentando, a expansão das empresas portuguesas nos mercados externos vai abarcando um maior número de setores, nalguns casos através de parcerias com entidades locais em setores de atividade onde possuímos vantagens competitivas.
A teoria dos clusters de Michael Porter, encontra algumas exceções no quadro da internacionalização portuguesa e a teoria do ciclo de vida do produto de Vernon, permite explicar o nível crescente de inovação e internacionalização da economia portuguesa.